terça-feira, 25 de novembro de 2008

A Umbanda é Única



Fala-se em tantas Umbandas...

Branca, esotérica, popular, traçada, de nação, omolocô, umbandomblé, candomblé de caboclo, evangelizada, kardequizada, iniciática e outras mais.

O que é Umbanda então?

Se são tantas, porque cada qual teima em dizer que somente a sua, aquela que ele pratica, é a verdadeira?

"Origens!", "raízes!", respondem todos em uníssono!

Esta seria a solução para os problemas!

E qual a origem da Umbanda verdadeira?

Lá vamos nós novamente viajar por inúmeras teses... Negros Africanos, Sumérios, Atlântida, Astros, Planetas diversos, Seres extraterrenos, Anjos celestiais, etc…

Mas será que isso tudo é importante?

Por quê temos que precisar ou determinar qual das Umbandas é a mais ou a unicamente correta?

Quem sabe não são mesmo várias Umbandas, totalmente diferentes umas das outras?

Ou, ainda por outro lado quem sabe, ela é somente uma mesmo, apenas com várias ramificações!

O que é mais importante numa religião?

De onde ela vem ou para onde ela vai?

Que interessa o berço em relação ao trabalho futuro? Será mais importante a caridade do irmão de poucas posses do que a oração do mais (abastado)?

Se formos olhar bem a fundo cada uma das diversificações de nomes ou qualificações das diversas Umbandas, veremos que em todas elas manifestam-se entidades espirituais semelhantes, tais como os Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Crianças e Orixás, além de Baianos, Boiadeiros, Zé Pelintras, Ciganos, etc…

Uma religião que prima pela Caridade, Humildade e Amor, não poderia se dividir tanto entre seus filhos.

A Umbanda é única! Ela é perfeita!

Tão perfeita que se adapta a tantas interpretações.

Tão linda e majestosa, que aos olhos de cada um mostra a luz da maneira que possa ser percebida.

E suas origens são mesmo polêmicas, mas não traduzem os maiores ideais da religião: caridade, humildade e amor.

Que se busquem historicamente as origens, mas não contaminemos nossa prática religiosa com nossas próprias imperfeições, com nossos próprios preconceitos, com nossos próprios interesses pessoais.

Ao invés de subdesenvolvidos, que tal tradicionais?

Ao invés de cultos exagerados, que tal criteriosos?

Ao invés de discussão, que tal aceitação?

Não seremos menores se formos africanistas, ou maiores se iniciáticos!

Não seremos mais capazes, se optarmos por fundamentos de nação ou menos capazes, se seguirmos os ensinamentos à luz Kardequiana!

Seremos sim, maiores ou menores, se levarmos em consideração a caridade que conseguirmos praticar!

Muitos se mostram prontos para uma verdadeira luta na intenção de resgatar a verdadeira Umbanda, outros pretendem livrá-la de influências negativas de outras religiões.

Vamos fazer mais que isso!

Vamos praticar a nossa Umbanda, aquela que nos toca ao coração com sentimentos de amor e caridade.

Vamos mostrar esse amor a todos os nossos irmãos.

E aí, quem sabe, teremos uma Umbanda única e seremos verdadeiros Umbandistas.




Texto extraído do Correio da Umbanda 2

Autor Desconhecido

Postado por Mary Carlos, em sua página na RBU

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A Umbanda na TV

No dia 29 de setembro a Casa de Caridade Santo Antônio de Pádua recebeu a visita da Equipe do Programa Conexão Geral para gravação de uma matéria sobre a Religião de Umbanda. O Programa da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo de Televisão, é transmitido aos domingos logo após o Fantástico. A repórter Helena Santos aproveitou a visita que fez à Associação Espiritualista de Terreiros de Umbanda de Guarapari (AESTUG) para gravar o trabalho de Mesa Branca, ritual praticado pela Casa de Caridade desde que o Caboclo Flecha Dourada assumiu a direção dos trabalhos. Muito simpática e respeitosa, Helena Santos acompanhou os cânticos de abertura da Sessão, chamados de Pontos Cantados, recebeu a defumação com incensos do turíbulo, tirou os sapatos em reverência ao lugar sagrado e prestou atenção à incorporação dos Caboclos e Pretos Velhos que desceram para prestar a caridade aos presentes. Logo após a descida das Entidades, chamadas pelos umbandistas de Guias, o Caboclo Flecha Dourada transmitiu um bela mensagem baseada no Evangelho de Jesus, que foi ouvida com muita atenção pela equipe de gravação da reportagem. Após a mensagem, o Guia convidou os presentes a sentarem-se à mesa. Imediatamente, a repórter Helena Santos acomodou-se entre os assistentes, pôs as mãos abertas sobre a mesa e concentrou-se. Enquanto isso, o câmera Fabrício Christ gravava toda a cerimônia. A Mesa Branca, ritual praticado por diversos terreiros de Umbanda em todo o Brasil, é assim chamada apenas porque na maioria das vezes é colocada uma toalha branca sobre a mesa onde médiuns, assistentes e outros praticantes da Religião sentam-se para entrar em contato mais profundo com a Espiritualidade. Neste ritual, outras faculdades mediúnicas, além da Incorporação, também sao estimuladas. Os sensitivos tem a possibilidade de receber com mais ênfase a manifestação de dons tais como visões, intuições e audiência. A psicografia (escrita mediúnica) também é estimulada, assim como a psicopictografia (desenho ou pintura mediúnica). Durante uma sessão de Mesa Branca, muitos resultados positivos são alcançados. Nesse tipo de trabalho, ocorrem desobsessões, descarregos e até curas. A água fluidificada, posta sobre a mesa durante todo o trabalho, facilita o processo de cura e limpeza áurica de encarnados e desencarnados. Somente quem participa de uma sessão de Mesa Branca é quem consegue avaliar os inúmeros benefícios que tal ritual traz a todos. Os repórteres do Conexão Geral receberam os passes aplicados pelos Guias incorporados e depois se retiraram da mesa muito emocionados com tudo o que viram e sentiram. A matéria sobre a Umbanda e a comemoração do Centenário da Religiao foi ao ar no dia 19/10, cerca de um mês antes da data em que toda a comunidade umbandista comemora 100 anos de fundação da Umbanda Sagrada no Brasil, 15 de novembro. Sarava a Umbanda ! Salve os Caboclos e Pretos Velhos da Umbanda Sagrada! Acesse o link da reportagem no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=yrmDtPEdFJs

Mesa Branca na Umbanda




MESA BRANCA



Mesa Branca é a prática da mediunidade espiritualista com base nos ensinamentos de Jesus e desenvolvida a partir das orientações de um ou mais guias espirituais (espíritos ou entidades que cuidam dos trabalhos da casa). Apesar de estar presente em alguns cultos religiosos sob o nome de "Umbanda de Mesa" e "Sessão Astral", a Mesa Branca é praticada de forma independente e normalmente não está ligada diretamente a qualquer religião.


A "mesa" em si é um objeto indispensável nas sessões uma vez que serve de apoio e contato material para os trabalhos de um modo em geral. É, em volta da "mesa", que os médiuns se reúnem para uma sessão; é a partir dela que é realizado um estudo, uma preleção, uma consulta ou uma comunicação mediúnica; é através dela, ainda, que os médiuns realizam seus trabalhos e é sobre ela que são colocadas as oferendas; é, enfim, por meio de uma mesa, que se faz o desenvolvimento e a aplicação da mediunidade espiritualista dentre os seus adeptos.


A prática de reuniões frívolas e trabalhos malfazejos que alguns realizaram no passado através do mediunismo de mesa, foi um dos motivos pelo qual se adotou largamente "a cor branca" para diferenciar e demonstrar a boa natureza das sessões promovidas pela casa. A cor branca, segundo a cromoterapia, indica claridade, pureza e iluminação; representa a inocência, a verdade e a integridade do mundo; simboliza o caminho e o esforço em direção à perfeição. É indicada para cura em geral, purificação e abertura à luz. Daí segue o motivo do nome: "mesa branca".



MESA BRANCA E ESPIRITISMO


Existe uma confusão muito grande em relação a Mesa Branca e o Espiritismo e isso talvez seja motivado pela semelhança que existe em alguns pontos, como por exemplo a comunicação mediúnica com os espíritos e a crença na reencarnação. O Espiritismo é uma doutrina científica e filosófica codificada em 1857 por Allan Kardec.


A Mesa Branca, por sua vez, é uma doutrina essencialmente religiosa, desenvolvida a partir das práticas mediúnicas do chamado moderno espiritualismo, não tem regras como no Espiritismo, as quais não permitem que seus adeptos estudem ou apliquem procedimentos que não constam em sua codificação. A Mesa Branca é uma prática livre que adota ensinos e procedimentos de outros seguimentos religiosos segundo as orientações dos seus guias. A Mesa Branca é o produto aprimorado daquilo que se conhecia por mediunismo de mesa, cuja raízes surgiram muito antes de Kardec, que até então era conhecida por "telegrafia espiritual", e depois, por "mesa girante" ou "mesa falante", foi a responsável por chamar a atenção de Kardec e outros pesquisadores para o fato das manifestações dos espíritos ocorrerem a partir das mesas.



O QUE A MESA BRANCA ACEITA E O ESPIRITISMO NÃO


Algumas diferenças básicas entre um e outro:


1º LIVRE PENSAMENTO e MEDIUNIDADE ABERTA. Em termos de ensino filosófico e prática mediúnica, a Mesa Branca aceita tudo o que os seus guias revelam nas sessões e as mantém como verdades e úteis a instrução de seus adeptos até que se prove o contrário pela experiência prática. O Espiritismo não, uma vez que está preso unicamente aos assuntos de sua codificação, regras estas bem definidas e das quais não se pode afastar.


2º ENERGIA dos ELEMENTOS: A Mesa Branca crê e trabalha abertamente com as energias vibratórias dos quatro elementos (Terra, Ar, Fogo e Água). O Espiritismo não.


3º ENERGIA dos NÚMEROS e das CORES: A Mesa Branca crê e trabalha abertamente com a vibração dos números (numerologia) e das cores (cromoterapia) . O Espiritismo não.


4º ENERGIA das OFERENDAS. A Mesa Branca crê e trabalha com a faixa vibratória produzida pelas oferendas. O Espiritismo não.


5º INFLUÊNCIA dos ASTROS. A Mesa Branca crê e trabalha com a faixa vibratória produzida pelos Astros (Astrologia) . O Espiritismo não.


6º IMAGENS, VELAS, CRISTAIS e INCENSOS. A Mesa Branca crê e trabalha com a influência das imagens, com a força vibratória produzida pelas velas, com o poder dos cristais e com a harmonização ambiente produzida pelos incensos. O Espiritismo não.



Este texto foi enviado por Ju-mensageira(Autor Desconhecido)


Texto postado por Alex de Oxossi no grupo Povo de Aruanda





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